A CONSTITUIÇÃO DE 1988 E OS DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS: RESISTÊNCIA À PROJETOS GENOCIDAS

Autores

  • Edemir Braga Dias Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai das Missões (URI) Campus Santo Ângelo

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo analisar aspectos da Constituição de 1988 que contribuem para a resistência à projetos genocidas patrocinados direta ou indiretamente pelo Estado brasileiro. Para alcançar essa proposta utiliza-se de pesquisa bibliográfica em documentação direta e indireta. Compreende-se que a constitucionalização dos direitos indígenas foi tardia e mesmo assim não garantiu que os povos indígenas tivessem acesso a uma vida digna, com acesso à terra, valorização cultural e respeito. Assim desde os primórdios da colonização os povos nativos estão propensos a projetos genocidas que inviabilizam muitos de seus anseios. A partir de 1988 consolidou-se novos direitos e os indígenas conscientizaram-se de sua condição de sujeito de direitos, mas ainda são muitas as tentativas de aniquilar os direitos conquistados, tal como a PEC 215, a adoção do da tese do marco temporal, entre outras. Diante disso cabe a resistência a esses ataques e pensar formas de não perder direitos mas sim buscar efetivação deles.

Biografia do Autor

  • Edemir Braga Dias, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai das Missões (URI) Campus Santo Ângelo

    Mestre em Direito pelo Programa de Pós-Graduação stricto sensu – Doutorado e Mestrado em Direito da URI, Campus Santo Ângelo-RS. Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena; Pós-graduando em Orientação Educacional na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Integrante Grupo de Pesquisa (CNPQ) “Direito de Minorias, Movimentos Sociais e Políticas Públicas” e do Projeto de Pesquisa “Direitos Humanos e Movimentos Sociais na Sociedade Multicultural”, vinculados ao Programa acima mencionado. Graduado em Direito e em Pedagogia pela URI, Campus Santo Ângelo/RS. E-mail: ededias@ymail.com

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Publicado

2018-11-19

Edição

Seção

Constituição Cidadã: Carta de Resistência e Navegação das Diferenças

Como Citar

A CONSTITUIÇÃO DE 1988 E OS DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS: RESISTÊNCIA À PROJETOS GENOCIDAS. (2018). Anais do Congresso Brasileiro de Processo Coletivo e Cidadania, 6. https://revistas.unaerp.br/cbpcc/article/view/1283