Revista Reflexão e Crítica do Direito https://revistas.unaerp.br/rcd <p align="justify">A Revista Reflexão e Crítica do Direito, é uma publicação semestral, classificada no Qualis como estrato B-1, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Direitos Coletivos e Cidadania e Curso de Direito, ambos da Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP e se destina à divulgação de trabalhos científicos inéditos, com temas relacionados ao direito, preferencialmente de temas atuais e relevantes.</p> <p align="justify"><strong>O periódico não cobra nenhum tipo de taxa. Todas as submissões, avaliações e publicações são gratuitas, bem como o seu acesso é aberto e também gratuíto.</strong></p> UNAERP pt-BR Revista Reflexão e Crítica do Direito 2358-7008 <p>A submissão de artigos à<strong> REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO</strong> está vinculada à licença da Creative Commons CC BY-NC 4.0 internacional. Através desta licença, o autor<strong> mantém seus direitos autorais</strong>, mas permite, para fins não comerciais, que as pessoas possam <a href="http://creativecommons.org/learn/licenses/fullrights">copiar e distribuir o seu trabalho</a>, reservando os respectivos créditos, nas condições especificadas.</p> <p>Ao submeter artigos à <strong>REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO </strong> o (a) autor (a) já autoriza sua publicação, em caso de aceitação, após o devido processo de avaliação, ciente da política de acesso livre do periódico.</p> <p>O autor (a) declara ciência de que serão publicadas todas as informações consignadas na submissão, incluindo nome, afiliação, titulação e endereço eletrônico.</p> <p>Da mesma forma, o interessado, ao submeter o trabalho no site da revista, DECLARA QUE É AUTOR (A) DO TRABALHO, BEM COMO DO VÍNCULO DAS DEMAIS PESSOAS TAMBÉM APONTADAS COMO AUTORAS, assumindo inteira responsabilidade por tais declarações.</p> <p><strong>O periódico não cobra nenhum tipo de taxa. Todas as submissões, avaliações e publicações são gratuitas, bem como o seu acesso é aberto e também gratuíto.</strong></p> A ADESÃO À OCDE COMO INSTRUMENTO PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: UMA ANÁLISE CONSTITUCIONAL https://revistas.unaerp.br/rcd/article/view/3862 <p>A educação é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal de 1988 e reafirmado por instrumentos internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Agenda 2030 da ONU, por meio do ODS 4, busca garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade. Este artigo analisa de que forma a adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) pode contribuir para a efetivação desse direito, a partir de revisão bibliográfica, documental e análise comparativa de políticas educacionais. Os resultados indicam que a integração à OCDE pode favorecer o sistema educacional brasileiro por meio da adoção de práticas bem-sucedidas já consolidadas em países-membros, como currículos inovadores, valorização docente, mecanismos de avaliação eficientes e financiamento sustentável. Essas medidas podem aproximar o país do cumprimento do ODS 4 e reforçar o compromisso constitucional com a universalização da educação. Entretanto, a pesquisa revela também limitações. Desigualdades regionais, restrições orçamentárias, resistência institucional e risco de dependência excessiva de parâmetros internacionais representam obstáculos relevantes. Conclui-se que a adesão à OCDE deve ser compreendida como oportunidade estratégica de cooperação internacional, mas não como solução automática. Seu êxito dependerá da capacidade do Brasil em adaptar padrões globais à sua realidade social e federativa, transformando compromissos formais em resultados concretos para assegurar uma educação de qualidade.</p> Fabio Luiz Mingardi Gasi Said Laham Junior Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. Os autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. A revista se permite o uso dos trabalhos publicados para fins não comerciais, incluindo o direito de enviar o trabalho para bases de dados de acesso público. https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt_BR 2026-03-18 2026-03-18 13 2 1 19 10.55839/2358-7008RCDv13n2pa1-19 A ATUAÇÃO DA CORTE EUROPEIA DE DIREITOS HUMANOS NA APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO NON-REFOULEMENT EM MATÉRIA DE REFUGIADOS https://revistas.unaerp.br/rcd/article/view/3851 <p>A crise dos refugiados na Europa, intensificada nas últimas décadas por conflitos armados e<br>instabilidade política, trouxe inúmeros desafios para os Estados europeus e para os<br>mecanismos internacionais de proteção aos Direitos Humanos. Nesse viés, este artigo<br>pretende apresentar a jurisprudência da Corte Europeia de Direitos Humanos e uma análise<br>do seu atual posicionamento no que diz respeito à questão dos refugiados e ao non-<br>refoulement. Assim, se atenta a proteção internacional de direitos humanos, ao Sistema<br>Europeu de Proteção dos Direitos Humanos, a própria definição de refugiados e suas<br>especificações, e por fim as decisões da Corte Europeia de Direitos Humanos em matéria de<br>refúgio e refugiados, com suas decisões, cumprimento e reflexos, incluindo a interpretação de<br>como a CEDH tem aplicado e interpretado o princípio da não devolução. Para tal, foram<br>coletadas informações a partir de uma revisão bibliográfica sobre o assunto e um<br>levantamento de dados da sua jurisprudência, analisando casos de importância que foram<br>julgados pela Corte.</p> Manoela Marques Sedenho Sofhia Duarte Gonçalves Danilo Garnica Simini Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. Os autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. A revista se permite o uso dos trabalhos publicados para fins não comerciais, incluindo o direito de enviar o trabalho para bases de dados de acesso público. https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt_BR 2026-03-18 2026-03-18 13 2 20 44 10.55839/2358-7008RCDv13n2pa20-44 A ATUAÇÃO DO ESTADO, VIOLÊNCIA E PRÁTICAS JURÍDICAS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES UMA ANÁLISE A PARTIR DA PSICOLOGIA SOCIAL https://revistas.unaerp.br/rcd/article/view/4121 <p>O trabalho analisa a violência estatal contra crianças e adolescentes no Brasil, destacando suas dimensões estruturais e institucionais. Apesar do arcabouço legal avançado, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), persistem violações sistemáticas, especialmente contra grupos vulneráveis. O estudo aborda quatro eixos principais: a violência no âmbito judicial, marcada pela seletividade racial e socioeconômica; o sistema socioeducativo, que muitas vezes reproduz violências em vez de ressocializar; a escola como espaço ambíguo, que pode tanto proteger quanto reproduzir violências; e a psicologia social como ferramenta transformadora, propondo intervenções multidisciplinares e políticas públicas integradas. A pesquisa evidencia a necessidade de romper com abordagens fragmentadas e investir em ações que combinem acolhimento, escuta qualificada e mudanças institucionais profundas.</p> <p>Palavras-chave: eca; violência estatal; crianças e adolescentes; sistema socioeducativo.</p> Karent Munoz Vitor Hugo Leite Costa Rodrigo Monteiro Pessoa Mariza Salomão V. de O. Campos Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. Os autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. A revista se permite o uso dos trabalhos publicados para fins não comerciais, incluindo o direito de enviar o trabalho para bases de dados de acesso público. https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt_BR 2026-03-18 2026-03-18 13 2 45 64 10.55839/2358-7008RCDv13n2pa45-64 CLASSIFICAR, SECURITIZAR, CRIMINALIZAR: A INFLUÊNCIA DA AGENDA ANTITERROR DOS ESTADOS UNIDOS NA CONSTRUÇÃO JURÍDICA DO TERRORISMO NO BRASIL https://revistas.unaerp.br/rcd/article/view/4119 <p>O presente trabalho teve como objetivo analisar o processo de securitização do terrorismo a partir da agenda estadunidense e seus impactos na compreensão e na classificação de movimentos e ações sociais no Brasil. Buscou-se investigar de que forma a influência dos Estados Unidos na construção político-institucional do conceito de terrorismo repercute no contexto brasileiro, especialmente por meio da incorporação de enquadramentos de segurança ao arcabouço jurídico e às práticas estatais. Para tanto, examinou-se a conceituação do terrorismo à luz da experiência estadunidense, bem como a normatização brasileira relacionada ao tema, com destaque para a Lei de Segurança Nacional e a Lei Antiterrorista. Ademais, o estudo considerou a dimensão transnacional da circulação de narrativas e racionalidades de securitização, evidenciando como tais concepções foram apropriadas no cenário político brasileiro, sobretudo em contextos recentes de intensificação do debate sobre ordem interna e “inimigo interno”. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa bibliográfica e documental, a partir de fontes primárias e secundárias, complementada pela análise de dados disponibilizados pelo Ministério da Defesa e por informações obtidas via Lei de Acesso à Informação, possibilitando a elaboração de estatísticas descritivas e a construção de um panorama analítico. Por fim, analisaram-se casos emblemáticos ocorridos no Brasil em anos recentes, a fim de avaliar em que medida determinadas ações e movimentos sociais foram enquadrados como ameaças à segurança ou práticas terroristas, ainda que não se configurassem juridicamente como tal.</p> Laura Messias Balduino Laura Meneghim Donadelli Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. Os autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. 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Analisa-se, ainda, a inserção da inteligência artificial nas práticas jurídicas, problematizando seus impactos na cognição social, especialmente de um ponto de vista ético-técnico, incluindo o risco de reprodução de vieses algorítmicos, que podem afetar a opinião pública e as decisões judiciais.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>cognição; linguística; IA.</p> João Victor Oliveira Maluf Idaló Dioneia Motta Monte-Serrat Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. Os autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. 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A relevância da pesquisa justificou-se pela intensificação, em diferentes circunstâncias, de práticas que visaram fragilizar instituições democráticas, tornando necessária a reflexão sobre mecanismos jurídicos e civis de contenção. A abordagem adotada se concretizou teórica, com revisão bibliográfica de autores como Loewenstein, Voßkuhle e Weffort, empíricos do tema, associada a um estudo de caso sobre os ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023, no Brasil, momento em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram sedes de instituições democráticas, valendo-se de táticas populistas de deslegitimação do processo eleitoral, a fim de ascender ao poder, uma bandeira de violência à democracia. Nos capítulos abaixo, a complementaridade de conceitos arcaicos com narrativas atuais se deu organicamente, de modo a compreender a necessidade de se rever o passado, defendendo o presente. O resultado obtido indicou as cortes constitucionais como ator legítimo de proteção à conformidade das ações estatais à Constituição, enquanto a democracia militante, ao se imunizar, criminalizou condutas antidemocráticas, configurando um sistema de proteção dualístico. Destaca-se ainda no presente ensaio, a constatação de um paradoxo: medidas de contenção autoritária, se mal calibradas, poderiam comprometer liberdades democráticas. Assim, a conclusão que se propõe é que o fortalecimento institucional e a educação cívica constituem elementos essenciais para uma defesa sustentável contra o populismo.</p> Letícia Rodrigues da Silva Vasconcelos Milena Soares Custódio Rafael Tomaz de Oliveira Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. 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O presente texto tem como propósito analisar a expressiva alteração na legislação trabalhista com a supressão do direito a hora <em>in itinere</em> do empregado, tanto na doutrina como na jurisprudência, em especial, a possibilidade ou não da obrigação do empregador em arcar com o pagamento da hora <em>in itinere</em>, mesmo inexistindo previsão legal na Lei 13.467/2017. Para isso, será utilizado pesquisa jurisprudencial e arcabouço doutrinário da aplicação da teoria do desvio produtivo do consumidor ou autonomia do dano temporal aplicada nas relações de direito civil, bem como empreender uma momentânea crítica à alteração legislativa com a possibilidade de responsabilização do empregador a luz desta teoria</p> Paulo Eduardo Elias Bernacchi Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. Os autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. A revista se permite o uso dos trabalhos publicados para fins não comerciais, incluindo o direito de enviar o trabalho para bases de dados de acesso público. https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt_BR 2026-03-18 2026-03-18 13 2 133 152 10.55839/2358-7008RCDv13n2pa133-152 INQUISIÇÃO E INQUÉRITO: UMA LEITURA DA INQUISIÇÃO MEDIEVAL E DO INQUÉRITO POLICIAL MODERNO POR UMA PERSPECTIVA ABOLICIONISTA PENAL https://revistas.unaerp.br/rcd/article/view/3769 <p class="Default" style="text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Este artigo examina as permanências históricas do sistema inquisitorial medieval no inquérito policial brasileiro atual. Partindo de uma análise qualitativa e bibliográfica, a pesquisa utiliza abordagem interdisciplinar para compreender como práticas criadas pela Igreja Católica na Idade Média — como o sigilo processual, a centralização da autoridade e a ênfase na confissão — foram secularizadas e adaptadas ao modelo estatal contemporâneo. A Inquisição, surgida para conter heresias e garantir a unidade da fé cristã, estruturou-se como forma de controle espiritual e político, onde o processo era unilateral, secreto e voltado à obtenção da verdade a partir da submissão do réu. Esses elementos persistem, ainda que sob nova roupagem, no inquérito policial brasileiro, o qual, embora não julgue, antecipa elementos da acusação sem pleno contraditório. O estudo evidencia que o modelo inquisitivo da Idade Média não foi superado com a modernidade, mas incorporado pelo Estado como ferramenta de disciplinamento social. A análise articula autores do campo jurídico, histórico e sociológico, destacando como as funções do inquisidor medieval se atualizam na figura do delegado de polícia. Ao fim, o texto aponta para a necessidade de reformas que rompam com a herança inquisitória e fortaleçam modelos de justiça baseados na democracia e nos direitos humanos.</span></p> Luis Otávio Vilela da Cruz Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. Os autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. 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A pesquisa justifica-se pela condição de extrema vulnerabilidade do apátrida, sujeito privado de vínculo soberano e prejudicado por processos lentos, como a revalidação de diplomas. Utilizou-se metodologia qualitativa com análise bibliográfica e documental. Conclui-se que a eficácia da proteção legal é asfixiada pela carência de capacitação institucional e pelo despreparo de órgãos como a Polícia Federal. Como considerações finais, o estudo propõe a regulamentação urgente do Artigo 120 da Lei de Migração para a criação de uma política nacional coordenada, o fortalecimento da DPU e a inclusão de uma cláusula constitucional específica de proteção aos apátridas, visando assegurar a igualdade material e a erradicação do fenômeno no território brasileiro.</p> Marcelo Alves Engracia Garcia David Borges Isaac Marques de Oliveira Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. 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Objetiva analisar o embate entre trabalho humano e Inteligência Artificial, desde a evolução científica até a formulação de respostas normativas; especificamente, contextualiza capacidades contemporâneas, descreve transformações tecnológicas nas relações de trabalho, avalia a aceleração pós pandemia, examina a proteção constitucional contra automação, mapeia tentativas legislativas e analisa criticamente o Marco Legal. Metodologicamente, constitui-se como ensaio qualitativo jurídico-analítico, sustentado em revisão bibliográfica e análise documental e normativa sobre Inteligência Artificial e trabalho no Brasil. Os resultados indicam que, sistemas alcançaram desempenho superior ao humano em tarefas cognitivas específicas; segundo, que a adoção intensificada durante a pandemia reduziu a demanda por funções rotineiras e ampliou desigualdades, atingindo trabalhadores de baixa escolaridade; terceiro, que a Constituição Federal de 1988 antecipou o problema ao prever proteção contra automação, mas permanece carente de regulamentação infraconstitucional; quarto, que sucessivas proposições legislativas fracassaram, gerando soluções apenas pontuais; quinto, que persiste vácuo normativo parcialmente mitigado por negociações coletivas e decisões judiciais; sexto, que o Projeto de Lei número 2.338 de 2023, ao classificar riscos e impor supervisão humana em sistemas de gestão de trabalhadores, oferece avanço protetivo. Conclui-se que a articulação entre inovação e proteção social exige atuação legislativa, políticas de requalificação e transparência e controle, a fim de efetivar a promessa constitucional de tutela do trabalhador e prevenir decisões laborais totalmente automatizadas.</p> Julio Cezar Vieira dos Santos Abrahão Clóvis Ferreira Júnior Copyright (c) 2026 A REVISTA REFLEXÃO E CRÍTICA DO DIREITO utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-Não Comercial BY-NC 4.0 Internacional. Os autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. 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