Avaliação da vida útil de aterros sanitários: um estudo de caso em uma cidade do estado de São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.59464/2359-4632.2025.3397Palavras-chave:
Gestão de Resíduos, Aterros Sanitários, Gestão AmbientalResumo
Objetivo: Identificar e avaliar possíveis estratégias com o intuito de prolongar a vida útil de um aterro sanitário do estado de São Paulo. Método: A metodologia incluiu três etapas: caracterização da área de estudo, com levantamento de dados sobre o aterro e informações demográficas e territoriais; caracterização e quantificação dos resíduos sólidos, com análise dos dados obtidos nas bases públicas; e avaliação da vida útil do aterro, realizada por meio da relação entre a capacidade útil do aterro e a projeção da geração de resíduos. Pesquisas na literatura de métodos de destinação e tratamento adequados para reduzir a quantidade de resíduos enviados ao aterro auxiliaram na proposição de melhorias para o município. Resultado: No momento do estudo (2023), as projeções apontavam que a vida útil estimada do aterro sanitário estudado era até 2025. Atualmente, o aterro encontra-se em fase final de operação, prestes a atingir sua saturação. Ao comparar os tratamentos amplamente utilizados no Brasil, aquele mais compatível com o município de estudo, assim como mais benéfico, é a coleta seletiva e suas destinações finais: reutilização, reciclagem e decomposição de matéria orgânica. Além disso, estas estratégias auxiliam na vida útil dos aterros sanitários e aumentam a possibilidade de energias e fontes de renda alternativas. Conclusão: A coleta seletiva demonstra maior potencialidade para o município de estudo. Embora o aterro esteja prestes a atingir sua vida útil, tais medidas seguem essenciais para evitar a rápida saturação de futuros aterros, demandando educação ambiental, investimentos em logística reversa e programas de coleta seletiva.
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