Territorialização na Atenção Primária à saúde: Vivências e a compreensão dos processos socioambientais
DOI:
https://doi.org/10.59464/2359-4632.2025.3871Palavras-chave:
Territorialização da Atenção Primária, Determinantes Sociais da Saúde, Atenção Básica à Saúde, Saúde Coletiva, Equipe MultiprofissionalResumo
Objetivo: Relatar a experiência de residentes em Saúde da Família no processo de territorialização, analisando as inter-relações entre esse processo e os determinantes socioambientais. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, na modalidade relato de experiência, desenvolvido por uma equipe multiprofissional de residentes em Saúde da Família, durante o processo de territorialização em uma Unidade Básica de Saúde da zona leste de Teresina (PI), no mês de abril de 2025. A coleta de dados foi realizada por meio de observação direta dos aspectos sociais e ambientais nas microáreas do território acompanhadas pelos Agentes Comunitários de Saúde, complementada com registros em diários de campo, análise de dados secundários provenientes do e-SUS APS, SINAN e IBGE, além de reuniões de validação com a equipe multiprofissional. Resultados: Foram observadas alterações no relevo, vias não pavimentadas, mudanças nos processos geomorfológicos causadas por ações humanas, áreas com forte inclinação do terreno e acúmulo de resíduos sólidos de origem domiciliar incorporados ao solo em alguns compartimentos do relevo. Em relação aos aspectos sociais do território visualizou-se elevada taxa de empregos informais, fragilidade do transporte público e presença de violência. Conclusão: A experiência de territorialização permitiu identificar as relações entre os aspectos socioambientais e a saúde da população e promoveu a aproximação dos residentes com a comunidade oferecendo subsídios práticos para planejamento de intervenções.
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