Psicologia em unidade de terapia intensiva: um relato de experiência
DOI:
https://doi.org/10.59464/2359-4632.2026.4110Palavras-chave:
Psicologia hospitalar, Intervenção psicológica, Unidade de Terapia IntensivaResumo
Objetivo: Relatar a experiência das principais práticas realizadas pelo psicólogo no contexto da Unidade de Terapia Intensiva e analisar seus impactos na dinâmica assistencial. Métodos: O estudo teve como eixo a prática profissional do psicólogo em uma UTI geral de um hospital particular no interior do estado de São Paulo, entre janeiro de 2024 e agosto de 2025. O psicólogo dispunha de uma prática sistematizada que o auxiliava em sua atuação hospitalar, registrando dados referentes à caracterização demográfica, à origem e ao motivo do encaminhamento, bem como às queixas apresentadas. Em seguida, eram realizadas, individualmente, entrevista e observação direta, escuta qualificada, acolhimento e orientações. Relato da Experiência: Com relação aos pacientes e familiares, foi possível iniciar e manter vínculos de confiança, validar as emoções, refletir sobre a função da UTI e promover a reformulação de pensamentos, auxiliando na tomada de decisões e contribuindo para a conscientização de diagnósticos, prognósticos e tratamentos. Quanto à atuação com colegas da equipe de saúde, observou-se que os profissionais demonstraram maior disponibilidade para analisar e compreender demandas relacionadas à saúde mental, adotando uma postura empática e distanciando-se de juízos de valor acríticos. Conclusão: A experiência interventiva evidenciou contribuições para a qualificação do cuidado ao promover acolhimento, vínculo e orientações do processo saúde-doença para pacientes, familiares e equipe.
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