GOVERNANCA ALGORÍTMICA E JUSTICA SOCIAL O CASO SYRI E OS RISCOS DA AUTOMACAO ESTATAL NO BRASIL

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Resumo

O artigo analisa o uso da inteligência artificial (IA) e da automação de decisões pelo Poder Público, a partir do caso SyRI (System Risk Indication), julgado pelo Tribunal de Haia em 2020, e suas possíveis repercussões no contexto brasileiro. A pesquisa demonstra que, embora a IA traga benefícios à administração e ao Judiciário — como celeridade e eficiência —, também acarreta riscos de opacidade, discriminação algorítmica e violação de direitos fundamentais. Ao comparar o SyRI com experiências brasileiras, especialmente no cruzamento automatizado de dados sociais e na gestão de programas assistenciais, evidencia-se a tendência de criação de um “Estado de suspeição algorítmica”, que ameaça a dignidade e a igualdade material. O trabalho conclui pela necessidade de transparência, controle democrático e regulação jurídica do uso da IA estatal, propondo diretrizes preventivas para evitar uma “síndrome de SyRI” no Brasil.

Biografia do Autor

Vitória Santana Frizon, PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Advogada. Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Caroline Timóteo de Oliveira Caetano, PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Advogada. Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Pós Graduada em processo civil pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

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Publicado

2025-12-26

Como Citar

Vitória Santana Frizon, & Caroline Timóteo de Oliveira Caetano. (2025). GOVERNANCA ALGORÍTMICA E JUSTICA SOCIAL O CASO SYRI E OS RISCOS DA AUTOMACAO ESTATAL NO BRASIL. Anais Do Congresso Brasileiro De Processo Coletivo E Cidadania, 13(13), 348–363. Recuperado de https://revistas.unaerp.br/cbpcc/article/view/3932

Edição

Seção

Direitos sociais e políticas públicas