GÊNERO COMO PERFORMACE: REVISANDO A TEORIA DE JUDITH BUTLER

Autores

  • Beatriz Luiz Antonio UNAERP
  • Natalia UNAERP

Resumo

A construção do conceito de gênero revela que os papéis atribuídos a homens e mulheres são definidos social e culturalmente, e não por fatores biológicos. Estudos de Margaret Mead, John Money e Judith Butler mostram que o gênero é uma construção histórica, performativa e política. O binarismo de gênero, sustentado por normas heteronormativas e patriarcais, limita identidades e reproduz desigualdades. O gênero deve ser entendido dentro de contextos políticos, econômicos e culturais, como uma performance que expressa a identidade, a subjetividade e a relação com os corpos. A heteronormatividade e a heterossexualidade compulsória sustentam um sistema que marginaliza identidades dissidentes. Nesse contexto, o direito pode ser tanto ferramenta de opressão quanto de avanço, como demonstrado pela decisão do STF em 2018 que reconheceu a autodeterminação de pessoas trans. Compreender o gênero como construção plural é essencial para garantir direitos, reconhecimento e uma sociedade mais justa e inclusiva.

Downloads

Publicado

2026-03-25

Como Citar

Luiz Antonio, B., & Barontcha Domingues, N. C. (2026). GÊNERO COMO PERFORMACE: REVISANDO A TEORIA DE JUDITH BUTLER. In Revista | ISSN: 1980-6418, 17(1). Recuperado de https://revistas.unaerp.br/inrevista/article/view/3777

Edição

Seção

Artigos