MATERNIDADE X PRISÃO: UM PARADOXO
Resumo
A presente pesquisa pretendeu estudar as contradições existentes entre a maternidade e a prisão, tendo em vista os efeitos do encarceramento sobre a mãe e seu filho nascido no ambiente prisional. Trata-se de uma investigação teórica e qualitativa, sendo assim, utilizou-se do levantamento e seleção bibliográfica dos mais diversos estudos sobre a temática, os quais constituíram os referenciais teóricos essenciais para interpretar os fenômenos abordados. O âmbito de análise é fundamentalmente o da criminologia, por isso, o estudo exigiu uma perspectiva multidisciplinar, ou seja, tratou-se o objeto apreendido por meio dos diversos campos do conhecimento. Ademais, evidenciou-se um exame prescritivo uma vez que se buscou refletir sobre a solução das contradições da ambivalência tratada. Entre outras coisas, foi constatada a lógica de funcionamento da sociedade através de sistemas de controle seletivos que operam uma política estatal de domínio sobre os vulneráveis, atestou-se como, para além do sexo e gênero, a maternidade é influenciada por outros diferentes marcadores sociais de diferenças, testificou-se os diversos efeitos do encarceramento da criança, bem como os diferentes fenômenos que envolvem a questão, constatou-se efeitos da separação abrupta entre mãe e filho e a estrutura precária a qual são submetidos. Enfim, concluiu-se no sentido da total incompatibilidade entre o exercício da maternidade e prisão pelos vários paradoxos que os tornam inconciliáveis.
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Copyright (c) 2022 Fernanda Carolina de Araujo Ifanger, Herbert de Oliveira Santos

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