O INDULTO INDIVIDUAL COMO CONTRAPONTO AOS PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DOS PODERES E DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA

Autores

  • Gabriel Soares Malta Victal UNAERP
  • Rômulo Christian Pereira Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP
  • Ricardo dos Reis Silveira Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP

DOI:

https://doi.org/10.55839/2318-8650RevParRPv34n2pa160-180

Palavras-chave:

Indulto, tripartição dos Poderes, moralidade administrativa

Resumo

O benefício da graça constitucional, ou indulto individual, foi utilizado pelo ex-presidente Bolsonaro para extinguir a punibilidade de seu aliado político, o ex-deputado Daniel Silveira, em 2022. Tal ato político foi alvo de ADPFs que impugnavam sua constitucionalidade e legitimidade, resultado em sua anulação pelo STF. Este estudo investiga a hipótese de que o benefício da graça constitucional, apesar de explicitamente previsto na Constituição e na legislação penal infraconstitucional, acaba por ferir os princípios da separação dos Poderes e da moralidade administrativa. Para testar essa hipótese, será empregado o método hipotético-dedutivo, por meio de pesquisa bibliográfica, analisando se o benefício da graça realmente se coaduna com a tripartição dos Poderes e não é somente um resquício do Poder Moderador ou do poder absoluto detido pelo soberano em épocas passadas. Ao analisar a origem do instituto, a separação dos Poderes e os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais, conclui-se que o indulto individual não ofende a separação dos Poderes, contudo, apesar de ato político e discricionário, não é ilimitado, absoluto, devendo obedecer aos limites da Constituição, como o princípio da moralidade administrativa.

Biografia do Autor

Gabriel Soares Malta Victal, UNAERP

Mestrando em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Ribeirão (UNAERP). Especialista em Direito Previdenciário pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Bacharel em Direito pela UNAERP (2023). Email: gsmv1@hotmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1741374790845279. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-2649-2620.

Rômulo Christian Pereira, Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP

Mestrando em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Ribeirão (UNAERP) e advogado. Email: romulo0299@hotmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9835431048792373, ORCID: https://orcid.org/0009-0001-9524-9874.

Ricardo dos Reis Silveira, Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP

Orientador. Doutor e Mestre pela Universidade Federal de São Carlos. Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Ouro Preto. Docente do Curso de Direito e do Programa de Mestrado e Doutorado em Direitos Coletivos e Cidadania da Universidade de Ribeirão Preto. Advogado. E-mail: rsilveira@unaerp.br. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9174752187146794. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7917-6724.

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Publicado

2026-03-02

Como Citar

Soares Malta Victal, G., Christian Pereira, R., & dos Reis Silveira, R. (2026). O INDULTO INDIVIDUAL COMO CONTRAPONTO AOS PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DOS PODERES E DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA. REVISTA PARADIGMA, 34(2). https://doi.org/10.55839/2318-8650RevParRPv34n2pa160-180