A gravidez na adolescência na Baixada Santista: desigualdades sociais, educacionais e desafios na atenção à saúde
DOI:
https://doi.org/10.59464/2359-4632.2026.3972Palavras-chave:
Gravidez na adolescência, Saúde pública, Vulnerabilidade Social, Pré-natal, EducaçãoResumo
Objetivo: Avaliar a associação entre indicadores municipais de escolaridade e pré-natal com a taxa de nascidos vivos em adolescentes de 10 a 19 anos na região da Baixada Santista, no período de 2020 a 2023. Método: Estudo ecológico, descritivo e analítico, baseado em dados secundários de caráter público de notificações de gravidez na adolescência entre 2020 e 2023. As variáveis avaliadas foram escolaridade, consultas de pré-natal e faixa etária. Foram aplicados os testes de Mann-Whitney U e Kruskal-Wallis para identificar diferenças entre dois ou mais grupos de forma não paramétrica. Resultados: Na Baixada Santista, há maior número de nascimentos entre adolescentes de 15 a 19 anos, especialmente em Guarujá, Praia Grande e São Vicente, com diferença significativa entre faixas etárias (U = 0,00; p < 0,001). Predominam mães com 8 a 11 anos de estudo, indicando relação entre menor escolaridade e maior incidência de nascimentos, sem variação significativa entre municípios (p = 0,485). A maioria das gestantes realizou sete ou mais consultas de pré-natal, mas há desigualdades no acesso, com variação limítrofe entre municípios (p = 0,050). Conclusão: A gravidez na adolescência na Baixada Santista mostra-se como um fenômeno multifatorial, marcado por desigualdades sociais, baixa escolaridade e limitações no acesso ao pré-natal. A maior incidência entre jovens de 15 a 19 anos exige políticas públicas segmentadas e intersetoriais.
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