A DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA EM CASO DE DEPENDENTE QUÍMICO: UM PROBLEMA ÉTICO E LEGAL

Autores

  • Anna Elisa Peixoto Macari USP - FDRP
  • Jair Aparecido Cardoso USP - FDRP

Resumo

O presente trabalho discute os aspectos jurídicos, éticos e sociais da dispensa por justa causa de
trabalhadores em situação de dependência química. Reconhecida como doença pela OMS, a
dependência química exige uma abordagem que vá além da punição, considerando fatores
sociais, culturais e de saúde pública. Se é analisado a aplicação do artigo 482 da CLT,
especialmente quanto à embriaguez habitual ou em serviço, à luz da Constituição Federal,
destacando que o Tribunal Superior do Trabalho e o TRT da 2ª Região vêm reconhecendo que
dispensas motivadas apenas pelo vício, sem oferecimento prévio de tratamento ou acolhimento,
podem ser consideradas discriminatórias. Conclui-se que a demissão por justa causa nesses
casos não deve ser a primeira medida adotada, devendo prevalecer princípios como a dignidade
da pessoa humana, o direito à saúde e a reinserção social, reforçando a responsabilidade das
empresas em adotar uma postura humanizada e inclusiva.

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Publicado

2025-12-26

Como Citar

Peixoto Macari, A. E., & Aparecido Cardoso, J. (2025). A DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA EM CASO DE DEPENDENTE QUÍMICO: UM PROBLEMA ÉTICO E LEGAL. Anais Do Congresso Brasileiro De Processo Coletivo E Cidadania, 13(13), 775–788. Recuperado de https://revistas.unaerp.br/cbpcc/article/view/3917

Edição

Seção

Tutela Coletiva do Trabalho e a Reforma Trabalhista