A DIGRESSÃO LEGISLATIVA EM FACE DA (NÃO) IGUALDADE DA MULHER NA RELAÇÃO DE TRABALHO

Autores

  • Rita de Cassia Ezaias USP
  • Pedro Isaac Mihar Furtado UNAERP
  • Andreia Chiquini Bugalho UNAERP

Resumo

O presente estudo objetiva apresentar, em um primeiro momento, uma digressão legislativa a respeito da igualdade de gênero, tanto no texto constitucional, quanto nas demais normas jurídicas, norteada por um modelo de sociedade patriarcal, machista e conservador, o qual associa a imagem da mulher à fragilidade, bem como reforça a ideia de inferioridade e submissão ao homem, ao lar e à maternidade. Em um segundo momento, o trabalho passa a demonstrar as normas jurídicas atinentes à proteção especial da mulher nas relações laborais com seus elementos essenciais, como licença maternidade, estabilidade, a existência ou não de descansos especiais à mulher, revistas íntimas, pedido de exames de gravidez, discriminação sexual, e os fundamentos que legitimam essas regras, a fim de constatar, num terceiro momento, o respeito à igualdade de gênero nas relações laborais. Por fim, o estudo revela que há resquícios da sociedade patriarcal, do machismo, bem como obstáculos culturais e educacionais que necessitam ser superados, a fim de possibilitar uma transformação social com relação à igualdade de direitos entre homens e mulheres, inclusive, nas relações de trabalho, posto que os reflexos da desigualdade interferem no exercício da cidadania e no desenvolvimento de toda a sociedade brasileira. Para a realização dessa pesquisa, a metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica, com abordagem de conteúdos extraídos de textos normativos, livros, artigos, periódicos, todos relacionados ao tema.

Biografia do Autor

  • Rita de Cassia Ezaias, USP

    Advogada em empresa pública EMDURB. Especialista em Direito e Processo do Trabalho pela UNIDERP-Anhanguera. Graduada em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru - ITE. Pós-graduanda em Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD e Pós-graduanda em Direito Civil e Processo Civil pela Faculdade LEGALE. Aluna especial da disciplina Letramento e Formação de Professores do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filososfia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro dos grupos de pesquisas: Núcleo de Pesquisa e Extensão – “O Trabalho além Direito do Trabalho” (NTDAT-FD/USP), “A transformação do Direito do Trabalho na Sociedade Pós-Moderna e seus reflexos no Mundo do Trabalho” (GEDTRAB-FDRP/USP) e “Contemporaneidade e Trabalho: questões sobre Direito do Trabalho” (GPCeT/UNAERP). Membro da Comissão de Direito Administrativo da 21ª Subseção Bauru, Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil. Email: <ezaiasrita@gmail.com>. https://orcid.org/0000-0003-2112-9623.

  • Pedro Isaac Mihar Furtado, UNAERP

    Graduando em direito na Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP/RP). Membro do grupo de pesquisa: GPCeT -UNAER/RP

  • Andreia Chiquini Bugalho, UNAERP

    Professora na Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Mestra em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Pós-graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela FDRP/USP. Membro dos grupos de pesquisa: GPCeT (UNAER/RP), GEDTRAB (FDRP/USP) Núcleo TADT (FD-USP/SP). E-mail: andreiabugalho@gmail.com

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Publicado

2022-03-01

Edição

Seção

Direitos sociais e políticas públicas

Como Citar

A DIGRESSÃO LEGISLATIVA EM FACE DA (NÃO) IGUALDADE DA MULHER NA RELAÇÃO DE TRABALHO. (2022). Anais do Congresso Brasileiro de Processo Coletivo e Cidadania, 9, 192-210. https://revistas.unaerp.br/cbpcc/article/view/2549

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