LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (LGPD) E SUAS IMPLICAÇÕES NO MONITORAMENTO BIOMÉTRICO
DOI:
https://doi.org/10.55839/2318-8650RevParRPv33n3pa252-273Palavras-chave:
Biometria. Direitos fundamentais. Privacidade. Dados pessoaisResumo
Em uma sociedade que a informação passou a ser ativo financeiro, muitas vezes dados pessoais são tratados sem a devida cautela e até mesmo compartilhado irresponsavelmente pelos mais diversos interesses, expondo a pessoa, sua privacidade, honra, segurança e até mesmo seu patrimônio à curiosidade gratuita, sem falar das fraudes pecuniárias de proporções inimagináveis, podendo macular, também, muitos outros atributos da personalidade, tais como a reputação e a imagem, sendo que muitas vezes estas condutas são perpetradas com total inobservância a dispositivo constitucionais e legais que protegem a intimidade e vida privada. Nesse contexto, visando um recorte na multiplicidade de situações que os dados pessoais podem ser colhidos, bem como a possibilidade de não ser assegurado a necessária e adequada conservação e utilização, este artigo se propõe a pensar nas informações pessoais coletadas e armazenadas por meio de monitoramento biométrico para futura utilização, conjugando-a com a segurança que pretende proporcionar aos mesmos a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD - Lei n.13.709/2018), visando compreender os riscos da malversação dos dados pessoais obtidos, bem como o que a LGPD agregou para uma conduta mais responsável dos administradores dessas informações na promoção dos direitos fundamentais. Nesse contexto, por meio de pesquisa bibliográfica e método dedutivo de cunho qualitativo, comprovou-se a relevância da LGPD devido a deficiência do sistema legislativo então vigente proteger o cidadão dos riscos do acesso a um mundo de informação cada vez mais digitalizado e que possui cada vez mais informações vitais sobre os indivíduos.
Referências
AGRE, Philip E. Surveillance and capture: Two models of privacy. The Information Society: An International Journal. v. 10, n.2, 1994. p. 101-127. DOI: 10.1080/01972243.1994.9960162
AGRE, Philip E. Toward a critical technical practice: lessons learned in trying to reform AI. In: BOWKER, Geoffrey C., et al (orgs). Social Science, Technical Systems, and Cooperative Work: beyond the great divide. New York: Psychology Press, 2014. p.131-157.
BEZERRA, Arthur Coelho; BELONI, Aneli. A vigilância de dados biométricos no novo regime de informação. In: VIII ENCONTRO DA ULEPICC-BRASIL - UESC/VIRTUAL, 2020. Anais [...]. 2020. Disponível em: https://www.doity.com.br/anais/8ulepiccbr/trabalho/136422. Acesso em: 07 nov. 2021.
BÍBLIA, A. T. Jó. In: Bíblia. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de Jimmy Swaggart. Ministério de Jimmy Swaggart, Boston Rouge, LA, EUA, 2011, p. 890.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988: promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 26 de jun. 2021.
_______. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, Brasília, 2018. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em 26 de jun. 2021
CINTRA, Antônio Carlos de Araújo; GRINOVER, Ada Pellegrini; DINAMARCO, Cândido Rangel. Teoria Geral do Processo. 9 ed. 2 tir. 1993. São Paulo-SP: Malheiros, 1993.
FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Direitos humanos fundamentais. 4 ed. rev. atual. São Paulo-SP: Saraiva. 2000.
FRANCELIN, Antonio Edison. Medicina legal e o positivismo jurídico. São Paulo: Saraiva, 2014.
GARCIA, Iberê Anselmo. A segurança na identificação: a biometria da íris e da retina. 2009. Dissertação (Mestrado em Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia) – Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2136/tde-24062010-084048/publico/Ibere_Anselmo_Garcia_Dissertacao.pdf. Acesso em 10 de ago. 2021.
MARQUES, Glauco Marcelo. Transformação Digital e o Acesso a Internet como Direito Fundamental. Revista Brasileira de Direitos e Garantias Fundamentais. e-ISSN: 2526-0111, v. 6, n. 2, p. 57-74. Jul/Dez, 2020. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/347925833_TRANSFORMACAO_DIGITAL_E_O_ACESSO_A_INTERNET_COMO_DIREITO_FUNDAMENTAL/link/5fef7e7245851553a00ec362/download. Acesso em 07 nov. 2021.
PEDROSA, Clara Bonaparte; BARACHO JUNIOR, José Alfredo de Oliveira. Algoritmos, bolha informacional e mídias sociais: desafios para as eleições na era da sociedade da informação. Revista Thesis Juris – RTJ, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 148-164, jan./jun. 2021. http://doi.org/10.5585/rtj.v10i1.18159. Disponível em: https://periodicos.uninove.br/thesisjuris/article/view/18159/8972. Acesso em 07 nov. 2021.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. São Paulo-SP: Martin Claret, 2013.
SARMENTO, George. Pontes de Miranda e a teoria dos direitos fundamentais, 2011. Disponível em: http://files.camolinaro.net/200000490-8cd0e8ec4d/Pontes-de-Miranda-e-a-teoria-dos-direitos-fundamentais_Sarmento.pdf. Acesso em: 10 ago. 2021.
SORJ, B. A nova sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Zahar: 2010.
SOUZA, Marco Antônio de. A Biometria e suas Aplicações. Revista Brasileira de Ciências Policiais. Brasília, v. 11, n. 2, p. 79-102, mai/ago 2020. ISSN 2318-6917. Disponível em: https://periodicos.pf.gov.br/index.php/RBCP/article/view/710/408. Acesso em: 07 nov. 2021. doi:10.31412/rbcp.v11i2.710.
TRINDADE, Antônio Augusto Cançado Trindade. A proteção internacional dos direitos humanos e o Brasil. 2 ed. Brasília-DF: Universidade de Brasília, 2000.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Aires David de Lima, Geovane Ferreira Gomes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de artigos à REVISTA PARADIGMA está vinculada à licença da Creative Commons CC BY-NC 4.0 internacional. Através desta licença, o autor mantém seus direitos autorais, mas permite, para fins não comerciais, que as pessoas possam copiar e distribuir o seu trabalho, reservando os respectivos créditos, nas condições especificadas.
Ao submeter artigos à Revista Paradigma o autor já autoriza sua publicação em caso de aprovação após o devido processo de avaliação, ciente da política de acesso livre do periódico. A submissão, avaliação, aprovação e publicação dos artigos é gratuita, não havendo cobrança de nenhum tipo de taxa.
O autor declara ciência de que serão publicadas todas as informações consignadas na submissão, incluindo nome, afiliação, titulação e endereço eletrônico.
Da mesma forma, o interessado, ao submeter o trabalho no site da revista, DECLARA QUE É AUTOR (A) DO TRABALHO, BEM COMO DO VÍNCULO DAS DEMAIS PESSOAS TAMBÉM APONTADAS COMO AUTORAS, assumindo inteira responsabilidade por tais declarações.
