EDUCAÇÃO PARA A PAZ: PRÁTICAS DE JUSTIÇA RESTAURATIVA E CÍRCULOS DE DIÁLOGO PARA CRIANÇAS À LUZ DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE
DOI:
https://doi.org/10.55839/2318-8650RevParRPv34n3pa84-112Palavras-chave:
Justiça Restaurativa, Círculos de Diálogo, Educação para a Paz, Direitos da Personalidade, Cultura de PazResumo
Este artigo investiga a contribuição das práticas de justiça restaurativa e dos círculos de diálogo para a promoção da educação voltada à paz, com ênfase na sua interação com os direitos da personalidade das crianças. O problema central reside na necessidade de compreender como esses mecanismos podem ser aplicados no contexto educacional para incentivar a resolução pacífica de conflitos e reforçar valores essenciais para a convivência social. A pesquisa, de natureza bibliográfica e documental, adota o método hipotético-dedutivo, partindo da hipótese de que a implementação da justiça restaurativa e dos círculos de diálogo no ambiente escolar contribui para a redução de conflitos, o fortalecimento da empatia e a proteção dos direitos da personalidade das crianças. Para isso, fundamenta-se na análise de princípios teóricos e normativos que sustentam a justiça restaurativa no contexto educacional, além da investigação de experiências práticas tanto no âmbito nacional quanto internacional. Os impactos dessas práticas não se restringem apenas à diminuição da violência escolar. Estudos indicam que elas promovem o desenvolvimento socioemocional das crianças e incentivam uma cultura de paz, essencial para a formação de sociedades mais justas e equitativas. Além disso, a pesquisa destaca que, para além das respostas normativas, é crucial investir em educação e sensibilização sobre a importância da justiça restaurativa desde a infância. Dessa forma, conclui-se que a educação para a paz, alicerçada nos direitos da personalidade, desempenha um papel fundamental na construção de um ambiente escolar mais harmonioso e na edificação de sociedades mais inclusivas e respeitosas.
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