O CONCEITO DE “IA FIRST” E A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA: O “MITO” DA EFICIÊNCIA NA SOCIEDADE DO CANSAÇO

Autores

  • Augusto Martinez Perez Filho Universidade de Araraquara - UNIARA
  • Pedro Alonso das Neves Braga UNIARA - Universidade de Araraquara
  • Ana Clara Chaves Marques Universidade de Araraquara - UNIARA

Resumo

O avanço da inteligência artificial (IA) consolidou o paradigma “AI First”, que promete ganhos expressivos de eficiência. No constitucionalismo brasileiro, contudo, a prevalência do princípio da dignidade da pessoa humana impõe que a técnica permaneça meio, não fim. A pergunta que o presente artigo se propõe a analisar é: em que medida a priorização da eficiência técnica é compatível com a concretização da cidadania e com a proteção da dignidade? Para responder a essa questão, adotou-se uma metodologia de caráter teórico-exploratório, qualitativo e dedutivo, que dialoga com as reflexões propostas por Jacques Ellul e Byung-Chul Han. Essa perspectiva permite evidenciar riscos como vieses, opacidade, despersonalização, vigilância e a gestão algorítmica do trabalho, ao mesmo tempo em que propõe diretrizes de governança tecnológica que obedeçam aos imperativos da centralidade humana. Conclui-se que a IA só pode ser instrumento de cidadania quando fortalece — e não substitui — a experiência humana, subordinando a eficiência a critérios de transparência, equidade, participação social e proteção de dados, tendo a dignidade e a cidadania como parâmetros decisórios centrais.

Biografia do Autor

Augusto Martinez Perez Filho, Universidade de Araraquara - UNIARA

Doutor em Direito pela Faculdade Autônoma de Direito (FADISP). Mestre em Direito pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Professor no Programa de Mestrado da Universidade de Araraquara (UNIARA).

Pedro Alonso das Neves Braga, UNIARA - Universidade de Araraquara

Mestrando em Direito e Gestão de Conflitos pela Universidade de Araraquara (UNIARA). Pós-graduado em Direito Ambiental (2014) e Imobiliário (2016) pela Universidade de Araraquara (UNIARA).

Ana Clara Chaves Marques, Universidade de Araraquara - UNIARA

Mestranda em Direito e Gestão de Conflitos pela UNIARA, pós-graduada em Direito Penal e Processo Penal pelo Centro Universitário Dom Bosco (2022) e em Direito Processual Civil (2021) pelo IBMEC.

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Publicado

2025-12-26

Como Citar

Perez Filho, A. M., Braga, P. A. das N., & Ana Clara Chaves Marques. (2025). O CONCEITO DE “IA FIRST” E A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA: O “MITO” DA EFICIÊNCIA NA SOCIEDADE DO CANSAÇO. Anais Do Congresso Brasileiro De Processo Coletivo E Cidadania, 13(13), 599–618. Recuperado de https://revistas.unaerp.br/cbpcc/article/view/3904

Edição

Seção

Direitos da Personalidade e a Dignidade da Pessoa Humana