O RECONHECIMENTO DA NATUREZA: A SOLIDARIEDADE COMO DEVER FUNDAMENTAL

Authors

DOI:

https://doi.org/10.55839/2318-8650RevParRPv34n3pa180-195

Keywords:

Recognition, Fundamental Duty, Solidarity, Ecological Law

Abstract

Externalities as climate changes; pollution; scarcity of resources, as water; bring the necessity of reconsider the relation between humans and nature, in order to guarantee the well-being. However, since modernity a view in which nature is merely a resource was established, considering the human being superior to nature. This conception has being consolidated as a meaning transmitted between generations, which makes it difficult for people to perceive change. Therefore, the objective of this research is to analyze solidarity, considered as a duty right linked to the construction and consolidation of na Ecological Law.  Special emphasis will be given to the perspective of Honneth (2009), who deals in his theory on recognition considering three spheres, love, respect, and solidarity. The methodological approach will be the systemic one by Capra and Luisi (2014), and the research technique the bibliographic one. Initially, the need for the recognition of nature is addressed, to then bring solidarity as a fundamental duty and pillar for the development and consolidation of an Ecological Law.

Author Biographies

Nicolau Cardoso Neto, Universidade de Blumenau - FURB

Professor do Programa de Mestrado em Direito Público e Constitucionalismo (PPGD-FURB) e dos cursos de graduação e pós-graduação em Direito da Fundação Universidade Regional de Blumenau – FURB. Blumenau (SC/Brasil).  Doutor em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, Mestre em Engenharia Ambiental pela Universidade de Blumenau - FURB, Mestre em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI. Especialista em Direito Ambiental pela Fundação Boiteux - UFSC. Integrante do Grupo de Pesquisa Direitos Fundamentais, Cidadania e Diferenciação, na linha Sustentabilidade Socioambiental, Ecocomplexidade, Políticas Sanitárias e Ambientais. Líder do Grupo de Pesquisa Políticas Sanitárias, Agropecuárias e Ambientais, linha Políticas de Saúde para populações humanas e de animais. Advogado. ORCID; https://orcid.org/0000-0002-9463-0673 ; Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9877056120236239 ; e-mail ncardoso@furb.br

Luiza Sens Weise, Universidade de Blumenau - FURB

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Direito PPGD-FURB, Pós-Graduada em Direito Público (UCAM), Bacharel em Direito (FURB). Integrante do Grupo de Pesquisa Direitos Fundamentais, Cidadania e Diferenciação, na linha Sustentabilidade Socioambiental, Ecocomplexidade, Políticas Sanitárias e Ambientais. Servidora Pública.

References

ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito ambiental. 21. Rio de Janeiro: Atlas, 2020. 1 recurso online. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788597025194. Acesso em: 8 ago. 2022.

ARANGO, Rodolfo. Solidaridad, democracia y derechos. Revista de Estudios Sociales, Bogotá, n. 46, p. 43-53, May. 2013. Disponível em: http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-885X2013000200005. Acesso em: 8 ago. 2022.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 8 ago. 2022.

CAPRA, Fritjof; LUISI, Pier Luigi. A Visão Sistêmica da Vida: Uma concepção unificada e suas implicações filosóficas, políticas, sociais e econômicas. São Paulo: Cultrix, 2014.

CAPRA, Fritjof; MATTEI, Ugo. A Revolução Ecojurídica: o Direito Sistêmico em sintonia com a natureza e a comunidade. São Paulo: Editora Cultrix, 2018.

CARDOSO NETO, Nicolau. Água com qualidade para o consumo humano: Normas e sobreposição de competências entre o Direito Ambiental e o Direito de Saúde. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2018.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA EM AGROPECUÁRIA (EMBRAPA). Identificação, mapeamento e quantificação das áreas urbanas no Brasil. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1069928/identificacao-mapeamento-e-quantificacao-das-areas-urbanas-do-brasil. Acesso em: 8 ago. 2022.

FARO, Julio Pinheiro. Políticas públicas, deveres fundamentais e concretização de direitos. Revista Brasileira de Políticas Públicas. v. 3 n. 2 jul-dez 2013 Disponível em: https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/RBPP/article/view/2161. Acesso em: 8 ago. 2022.

FREITAS, Juarez. Sustentabilidade. Direito ao Futuro. 4. ed. Belo Horizonte: Fórum, 2019.

HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. 2. ed. Trad. Luiz Repa. São Paulo: Editora 34, 2009.

JACOBI, Pedro. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, n. 118, p. 189-205, 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-15742003000100008&script=sci_arttext&tlng=pt. Acesso em: 8 ago. 2022.

JIMÉNEZ PÉREZ, Ignácio. Produção de natureza: parques, rewilding e desenvolvimento local. Curitiba: SPVS, 2019. Disponível em: http://www.spvs.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Producao-de-Natureza.pdf. Acesso em: 8 ago. 2022.

MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito ambiental brasileiro. 21. ed. rev., ampl. e atual., de acordo com as Leis 12.651, de 25.5.2012 e 12.727, de 17.10.2012 e com o decreto 7.830, de 17.10.2012. São Paulo (SP): Malheiros, 2013.

MELEU, Marcelino da Silva. THAINES, Aleteia Hummes. A solidariedade como política constitucional de efetivação dos direitos humanos. A&C – Revista de Direito Administrativo e Constitucional. Belo Horizonte, ano 18, n. 73, p. 189-206, jul./set. 2018. DOI: 10.21056/aec.v18i73.864. Acesso em: 8 ago. 2022.

MENDONÇA, Suzana Ma. Fernandes. Deveres Fundamentais de Solidariedade. Revista de Derecho, Montevideo, n. 18, p. 91-116, dic. 2018. Disponível em: http://www.scielo.edu.uy/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2393-61932018000200091&lng=es&nrm=iso. Acesso em: 8 ago. 2022.

MICHAEL, Pamela. Ajudando as crianças a se apaixonar pelo planeta Terra: educação ambiental e artística. In: STONE, Michael K.; BARLOW, Zenobia (Orgs.). Alfabetização Ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável. São Paulo: Cultrix, 2006. p. 143-162.

RUSCHMANN, Doris Van de Meene. A experiência do turismo ecológico no Brasil: um novo nicho de mercado ou um esforço para atingir a sustentabilidade. Turismo: Visão e Ação. n. 5, p. 81-90. out-1999/mar-2000. Disponível em: https://periodicos.univali.br/index.php/rtva/article/view/1182. Acesso em: 8 ago. 2022.

SARLET, Ingo Wolfgang; FENSTERSEIFER, Tiago Co-autor. Direito Constitucional Ecológico: Constituição, Direitos Fundamentais e Proteção da Natureza. 7. ed. rev. atul. e ampl. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

SARLET, Ingo Wolfgang; FENSTERSEIFER, Tiago. A Dignidade e os Direitos da Natureza: o Direito no Limiar de um Novo Paradigma Jurídico Ecocêntrico no Antropoceno. In: LEITE, José Rubens Morato (Org.). A Ecologização do Direito Ambiental Vigente: Rupturas Necessárias. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2020. p. 309-364.

SARMENTO, Daniel. Dignidade da pessoa humana. Conteúdo, trajetórias e metodologia. Belo Horizonte: Fórum, 2019.

SIEBERT, Cláudia. Sustentabilidade Urbana: o pensamento ambiental e as cidades. In: SCHULT, Sandra Irene Momm; BOHN, Noemia (Org.). As múltiplas dimensões das Áreas de Preservação Permanente. Blumenau: Edifurb, 2014, p. 127-164.

Published

2026-03-17

How to Cite

Cardoso Neto, N., & Weise, L. S. (2026). O RECONHECIMENTO DA NATUREZA: A SOLIDARIEDADE COMO DEVER FUNDAMENTAL. Revista Paradigma, 34(3), 180–195. https://doi.org/10.55839/2318-8650RevParRPv34n3pa180-195