COMO A FAMILIARIZAÇÃO DO TRABALHO DOMÉSTICO É UTILIZADA COMO ESTRATÉGIA PARA NEGAR O VÍNCULO TRABALHISTA E ENCOBRIR SITUAÇÕES DE TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO?
Resumo
O presente trabalho analisa a “familiarização” do trabalho doméstico no Brasil como uma estratégia de invisibilização da exploração laboral, sustentada por discursos afetivos que mascaram violações de direitos. A pesquisa parte de uma abordagem histórico-crítica para demonstrar como as raízes escravistas moldaram a informalidade, o racismo estrutural e a desigualdade de gênero presentes nas relações de trabalho doméstico. A análise de casos concretos revela a permanência de situações análogas à escravidão, enquanto dados recentes confirmam a persistência da informalidade e da precarização. O trabalho conclui que o discurso de que a trabalhadora é “como se fosse da família” continua sendo um instrumento de subordinação e sugere novas frentes de pesquisa voltadas à superação dessa lógica opressiva.
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