EXTENSÃO, AMPUTAÇÃO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PROPOSTA DE UM PROTOCOLO DE SEGURANÇA COGNITIVA E FUNCIONAL
Resumo
A integração da Inteligência Artificial aos contextos profissionais, acadêmicos e cotidianos amplia capacidades operacionais, mas também pode produzir processos de atrofia cognitiva e dependência funcional. Partindo da relação entre extensão e amputação formulada por Marshall McLuhan, este artigo propõe o “Protocolo de Segurança Cognitiva e Funcional”, uma heurística voltada à preservação da autonomia intelectual diante da automação algorítmica. O protocolo estrutura-se em cinco eixos analíticos: Inovação Absoluta, Otimização Útil, Conveniência Preguiçosa, Atrofia Crítica e Potencial de Reversibilidade. Os resultados indicam a necessidade de instrumentos de triagem capazes de distinguir ganhos cognitivos reais de processos silenciosos de erosão intelectual, oferecendo uma base preliminar para futuras investigações interdisciplinares sobre soberania cognitiva em contextos de inteligência artificial.
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