O ESTIGMA SOCIAL, AS SEQUELAS PSÍQUICAS E A PROTEÇÃO DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE DOS PORTADORES DE HIV
DOI:
https://doi.org/10.55839/2318-8650RevParRPv35n1pa221-236Palavras-chave:
Soropositivos; Inclusão Social; Vulnerabilidade.Resumo
A pesquisa analisa a construção histórica do estigma em torno do HIV/ Aids no Brasil e suas repercussões na violação dos direitos da personalidade das pessoas vivendo com o vírus. Desde 1980, o preconceito social, reforçado por dogmas culturais e pela desinformação propagada pela mídia, tem perpetuado a discriminação contra indivíduos soropositivos, atingindo diretamente sua dignidade, honra, imagem e intimidade. Esse processo de estigmatização, além de comprometer o acesso a políticas de saúde, gera sequelas psíquicas como ansiedade, depressão e isolamento social, configurando um “custo invisível” da epidemia. O problema que orienta esta pesquisa é compreender de que maneira o estigma social relacionado ao HIV/Aids tem produzido ofensas aos direitos da personalidade e em que medida as políticas públicas educacionais podem atuar como instrumentos de transformação cultural e inclusão social. O estudo adota a abordagem dedutiva e revisão bibliográfica não sistemática em bases nacionais e internacionais. Como resultado, identificou-se os mecanismos de violação de direitos ainda presentes na vida dos portadores de HIV e propõe caminhos para sua efetiva proteção, com ênfase na necessidade de políticas públicas preventivas e de conscientização. Conclui-se que o enfrentamento do estigma não é apenas um desafio de saúde pública, mas um imperativo ética e social, indispensável para assegurar que indivíduos soropositivos possam viver com dignidade, respeito e igualdade de oportunidades.
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